Dentre os muitos tipos de câncer que atingem as mulheres, um em especial tem crescido e se tornando um problema constante: o câncer no colo do útero; estando atrás apenas do câncer de mama e do colorretal.

 A doença, que também é conhecida como cervical, acontece por meio da infecção genital causada pelo papiloma vírus humano, o HPV e é uma infecção muito frequente após as relações sexuais.

 Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, foram estimados cerca de 16.340 novos casos da doença somente neste ano e a maioria ocorreram antes dos 50 anos de idade.

 De acordo com o médico oncologista da Oncomed BH – Dr. Armândio Soares, a relação com múltiplos parceiros é um dos principais fatores de risco:

“O vírus HPV e os comportamentos relacionados à atividade sexual favorecem a sua infecção. Desta forma, o início precoce da vida sexual, a existência de múltiplos parceiros sexuais, a história clínica de doenças sexualmente transmissíveis e o relacionamento sexual com parceiro promíscuo, devem ser considerados fatores de risco para a doença”, afirma.

 Estudos comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas em algum momento de suas vidas; Por isso, Armândio alerta sobre a importância da prevenção:

 “O uso do preservativo é recomendado em todas as relações sexuais como método preventivo, mas ele sozinho não é capaz de evitar completamente a contaminação. Atualmente, existem duas vacinas contra HPV aprovadas e que estão disponíveis comercialmente e nos postos de saúde. Mas ainda não há evidência científica de benefício significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não”, explica o médico.

 Assim, um dos melhores meios de se prevenir é fazendo o exame preventivo do câncer do colo do útero, conhecido como Papanicolaou, que é a principal estratégia para detectar lesões precursoras:

 “Por meio dele o diagnóstico da doença tem sido mais precoce, isto é, no estágio denominado in situ, quando o tumor ainda não se tornou invasivo. Isso ajuda no tratamento e diminui significativamente o número de vítimas da doença”, finaliza.