O volume de serviços do País cresceu 0,3% em janeiro de 2026, em relação a dezembro de 2025, conforme divulgação realizada nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação do primeiro mês de 2026 colocou o resultado no patamar recorde da série histórica, iniciada em 2011, de acordo com o instituto.
"A variação positiva de 0,3% iguala o recorde de outubro e novembro de 2025 na série histórica", detalhou o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços dos IBGE, Rodrigo Lobo.
Na comparação com janeiro de 2025, houve avanço de 3,3% em janeiro de 2026, já descontado o efeito da inflação.
No acumulado em 12 meses, houve alta de 3,0% em janeiro ante alta de 2,9% até dezembro.
A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 2,3% em janeiro ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2025, houve avanço de 7,0% na receita nominal.
Atividades
Três das cinco atividades de serviços registraram ganhos na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, segundo IBGE.
Os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços de informação e comunicação subiram 1,0%.
Houve estabilidade em serviços profissionais, administrativos e complementares e alta de 0,4% em transportes. Outros serviços, por sua vez, registraram avanço de 3,7% em janeiro.
"Tivemos predomínio de taxas positivas no resultado geral, com três dos cinco setores avançando na comparação com o mês anterior", afirmou Lobo.
Cinco das cinco atividades de serviços registraram avanço em janeiro de 2026 ante janeiro de 2025. Os serviços prestados às famílias avançaram 0,5%, enquanto os serviços de informação e comunicação subiram 6,5%.
Houve avanço de 5,0% em serviços profissionais, administrativos e complementares e alta de 1,1% em transportes. Outros serviços, por sua vez, registraram avanço de 1,9% em janeiro, na comparação com janeiro de 2025.
Comparação com o período pré-pandemia
O setor de serviços em janeiro ficou 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE
Rodrigo Lobo explicou que, em relação ao impacto da taxa de juros, o setor de serviços vem apresentando resiliência em função de mudanças de paradigmas que aconteceram no pós-pandemia. "Houve um aumento da demanda de serviços de TI na pandemia que perdura até agora", exemplificou.
E detalhou: "Embora a taxa de juros possa atuar como um limitador em alguns casos, como no consumo de bens e serviços, ela também pode impulsionar o crescimento em outros setores de serviços, como o financeiro, que podem estimular o investimento de famílias e empresas. O setor de serviços tem essa dualidade."
0 Comentário(s)