O presidente Donald Trump se reunirá com seu gabinete nesta quarta-feira, 27, em um momento delicado para as negociações destinadas a encerrar a guerra no Oriente Médio - poucos dias depois de insistir que os EUA e o Irã haviam "em grande parte negociado" um acordo, mas com as tratativas ainda em situação instável.
Enquanto se prepara para se reunir com seus principais assessores, Trump demonstra confiança de que está perto de alcançar um entendimento que reabrirá o Estreito de Ormuz e lhe dará um argumento crível de que a capacidade nuclear iraniana foi reduzida o suficiente para declarar vitória, encerrando um conflito que tem sido politicamente impopular para os republicanos. Mas, do jeito que as coisas estão, o mandatário americano também corre o risco de ver o desfecho de sua guerra por escolha resultar em um final insatisfatório.
O acordo em formação adia muitas questões críticas para serem resolvidas mais adiante e já expôs Trump a críticas duras - inclusive de alguns de seus próprios apoiadores - de que os líderes linha-dura de Teerã sairão do conflito abatidos, porém fortalecidos. Tudo isso ocorre no momento em que as eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso, entram no foco e enquanto republicanos temem que a alta de custos e dos preços dos combustíveis esteja piorando o humor do eleitorado americano.
As conversas ficaram ainda mais complicadas depois que forças dos EUA realizaram um ataque "de autodefesa" no sul do Irã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que as negociações levarão mais alguns dias, enquanto Trump recorreu às redes sociais para reclamar que, mesmo que Teerã oferecesse uma rendição completa, a mídia retrataria o fim do conflito como o Irã obtendo "uma Vitória Magistral e Brilhante". Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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