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Diário de Notícias

DN.

Peña critica acordo com UE na abertura do Mercosul e denuncia 'injustiças' de cotas no mercado

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse nesta terça-feira, 30, que o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia lhe deixou um "sabor agridoce" e denunciou "injustiças" na distribuição de cotas no mercado europeu. Ele destacou que a integração não se expressa apenas em comunicados, mas em ações concretas.

Em seu discurso na Cúpula do Mercosul, Peña expôs uma série de questionamentos ao funcionamento do bloco regional e que há "um sentimento de insatisfação". "É o sentimento que eu tenho. Mas essa insatisfação nunca é uma frustração, nunca é uma raiva, é simplesmente a vontade de poder fazer muito mais", frisou.

Ele apontou que a América do Sul precisa de uma maior integração, com regras claras e sobre mecanismos que deem previsibilidade no processo.

Nesse sentido, Peña referiu-se ao acordo comercial que o Mercosul assinou com a UE em janeiro, após mais de 25 anos de negociações.

"Por momentos senti que o Paraguai colocou sua assinatura para que todos os países ganhassem, mas, assim que assinamos o acordo, começamos a perceber que a unidade não era tão forte", enfatizou.

Ele ainda agradeceu a presença do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, do líder do Uruguai, Yamandú Orsi, e da Bolívia, Rodrigo Paz.

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