O influenciador Paulo Figueiredo, aliado do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos, desistiu de falar em audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre as tarifas de 25% propostas pelo governo Donald Trump.
O influenciador afirmou que o "foco da semana" deve ser a participação de Flávio na audiência e que decidiu enviar seus comentários por escrito ao USTR.
Figueiredo estava inscrito para discursar nesta segunda-feira, 6, no primeiro dia da audiência. Em documento enviado previamente ao USTR, ele defendeu que a ameaça do tarifaço favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa das eleições de 2026. Os argumentos e pedidos feitos pelo influenciador, aliás, são semelhantes aos que Flávio protocolou no mesmo órgão americano.
A audiência é conduzida pelo USTR no âmbito da investigação da Seção 301, que trata de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Segundo comunicado oficial do USTR, a sessão acontece nesta segunda-feira, 6, e na terça-feira, 7, a partir das 10h, em Washington.
Flávio Bolsonaro discursa nesta terça. O senador terá cinco minutos de fala e será o primeiro a se pronunciar no painel 8, com início previsto para as 11h no horário de Brasília. O painel reúne ainda Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
A desistência de Figueiredo ocorre em meio a um desgaste recente entre os dois aliados. Na semana passada o senador participou de um encontro com aliadas mulheres, em Brasília, para conter a repercussão negativa da declaração do influenciador de que "mulher vota muito mal".
Flávio classificou a fala como equivocada e reforçou que Figueiredo não integra sua campanha. O senador disse ainda ter se sentido pessoalmente ofendido com a declaração, por generalizar as mulheres e incluir a própria esposa, Fernanda Bolsonaro.
Figueiredo, por sua vez, reforçou que não integra a campanha do senador - "sou um comentarista que o apoia como eleitor", escreveu - mas manteve a tese sobre o voto feminino e reforçou que continua do lado de Flávio.
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