Abandonar o cigarro provoca mudanças positivas no organismo quase imediatamente. Cerca de 20 minutos depois do último cigarro, a pressão arterial e a frequência cardíaca começam a retornar aos níveis normais. Nas horas seguintes, a concentração de monóxido de carbono no sangue diminui, favorecendo a recuperação dos níveis de oxigênio.
Com o passar das semanas, a circulação sanguínea melhora e o funcionamento dos pulmões começa a se recuperar. A respiração tende a ficar mais fácil, enquanto sintomas como tosse, cansaço e falta de ar podem diminuir gradualmente. O olfato e o paladar também se tornam mais apurados após a interrupção do consumo de tabaco.
Os benefícios continuam a crescer ao longo dos anos. Depois de aproximadamente um ano sem fumar, o risco de morte por infarto do miocárdio pode cair pela metade. Em cerca de cinco anos, há redução significativa do risco de câncer de boca e esôfago, além da diminuição da probabilidade de ocorrência de acidente vascular cerebral.
Após dez anos, o risco de desenvolver câncer de pulmão pode cair pela metade em comparação com o de uma pessoa que continua fumando. Aproximadamente 15 anos depois do abandono do cigarro, o risco de doença coronariana pode se aproximar daquele observado entre pessoas que nunca fumaram.
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência de nicotina e está relacionado a diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, parar de fumar vale a pena em qualquer idade, mesmo para quem manteve o hábito durante muitos anos. Pessoas que precisam de ajuda podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientação e tratamento pelo Sistema Único de Saúde.
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