O ouro fechou em queda nesta quarta-feira, 11, em correção aos ganhos da última sessão, à medida que os investidores seguem ponderando as possíveis consequências do conflito entre os EUA e o Irã na inflação e na trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed). O metal precioso também foi pressionado pela alta do dólar e dos juros dos Treasuries.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 1,20%, a US$ 5.179,10 por onça-troy. Já a prata para março teve queda de 4,53%, a US$ 85,535 por onça-troy.
Nesta quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada "em breve", já que não há mais estruturas a serem atacadas. No entanto, oficiais disseram para Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ofensivas contra Teerã. Durante a madrugada, o país persa lançou ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz.
Analistas do ANZ Research avaliam que os acontecimentos continuam obscurecendo as perspectivas de cortes nas taxas de juros pelo Fed, o que pressiona o ouro. "Isso fez com que os investidores retirassem quantidades crescentes de ouro de ETFs", acrescenta.
No cenário macroeconômico, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) subiu 0,3% em fevereiro ante janeiro e avançou 2,4% na comparação anual do mês passado, ambos em linha com as projeções.
O indicador reforçou as apostas de que o BC americano irá retomar o ciclo de cortes de juros em julho, mas que, no acumulado até dezembro, o Fed irá reduzir apenas 25 pontos-base (pb), de acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group. Cortes de juros mais brandos costumam limitar os ganhos do metal valioso.
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