Pesquisadores internacionais voltaram a soar o alerta neste domingo (18) após novos estudos indicarem que os microplásticos espalhados pelo planeta já não representam apenas um problema de poluição ambiental, mas também uma ameaça direta ao equilíbrio climático da Terra.
As partículas microscópicas de plástico, encontradas no ar, na água, nos alimentos e até no corpo humano, agora começam a ser associadas a impactos mais profundos nos oceanos e na atmosfera. Cientistas afirmam que os microplásticos podem reduzir a capacidade dos mares de absorver dióxido de carbono, enfraquecendo um dos principais mecanismos naturais que ajudam a controlar o aquecimento global.
Outro ponto que chamou atenção recentemente foi a descoberta de que boa parte dos microplásticos presentes no ar não vem dos oceanos, como se imaginava anteriormente, mas sim das cidades, pneus, tecidos sintéticos e resíduos urbanos espalhados em terra firme.
A preocupação aumentou ainda mais após pesquisadores encontrarem resíduos plásticos em áreas consideradas praticamente intocadas, incluindo regiões profundas do Mar Mediterrâneo, a mais de cinco mil metros abaixo da superfície. A descoberta reforçou o temor de que a poluição plástica já tenha alcançado praticamente todos os ecossistemas do planeta.
Especialistas afirmam que o problema deixou de ser apenas ambiental e passou a ser climático e de saúde pública. Estudos recentes já detectaram microplásticos em órgãos humanos, no sangue e até no cérebro, enquanto governos e organizações ambientais pressionam por medidas mais rígidas contra o uso excessivo de plástico descartável.
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