O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Kazuo Ueda, afirmou que a instituição continuará avaliando atentamente o impacto das oscilações cambiais antes de decidir os próximos passos da política monetária. Segundo ele, a autoridade monetária tomará decisões "apropriadas", enquanto monitora "de perto o impacto das flutuações da moeda".
Ueda ressaltou que as taxas de câmbio "são um fator importante que afeta a economia e os preços" e acrescentou que movimentos da moeda atualmente têm maior potencial de pressionar a inflação. "Os movimentos cambiais afetam os preços mais facilmente do que no passado", afirmou, segundo a Dow Jones Newswires.
As declarações ocorrem em meio a incertezas globais ligadas ao conflito no Oriente Médio. Fontes familiarizadas com o pensamento do BoJ disseram à Reuters que choques de oferta provocados pela guerra envolvendo o Irã podem reforçar a inclinação mais hawkish BC japonês ao elevar os riscos inflacionários.
Segundo as fontes, o conflito - iniciado há menos de duas semanas - já provocou turbulência na economia global e pode abrir espaço para que o BoJ volte a elevar juros já em abril. Ainda assim, autoridades do BoJ permanecem cautelosas diante do risco de que um aperto monetário mais cedo prejudique o crescimento econômico do Japão, acrescentaram as fontes.
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