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Hegseth volta a criticar aliados europeus e pressiona países por mais gastos militares

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, voltou a pressionar aliados a elevarem seus gastos militares durante discurso neste sábado, 30, no Diálogo Shangri-La, em Cingapura. Segundo ele, a estratégia de Washington para o Indo-Pacífico depende de países capazes de contribuir mais para a própria segurança. "Precisamos de parceiros, não de protetorados", afirmou.

Hegseth elogiou diversos países asiáticos pelo aumento dos investimentos em defesa e sugeriu que aliados europeus deveriam seguir o mesmo caminho. Sem citar governos específicos, criticou o que chamou de "retórica globalista vazia sobre a ordem internacional baseada em regras" e defendeu uma abordagem mais pragmática nas relações entre aliados.

"Nossos parceiros na Ásia entendem há muito tempo que a base de uma parceria duradoura não se sustenta em valores idealistas, mas no alinhamento concreto de interesses nacionais", disse. Segundo o secretário, divergências entre parceiros devem ser administradas de forma prática. "Quando nossos interesses divergem, nos ajustamos de forma pragmática, sem drama nem moralização. Acho que a Europa Ocidental poderia tomar nota."

O secretário evitou comentar a guerra na Ucrânia e o conflito envolvendo o Irã. Questionado sobre as negociações entre Washington e Teerã, limitou-se a afirmar que o presidente Donald Trump acredita que, ao final do processo, "qualquer acordo será um bom acordo".

Em resposta indireta às declarações de Hegseth, o ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, argumentou que a ordem internacional baseada em regras continua sendo essencial para a estabilidade global, embora reconheça a necessidade de aperfeiçoá-la. Segundo ele, o desafio das grandes potências é fortalecer esse sistema, e não enfraquecê-lo.

"Quando as regras são aplicadas, os Estados menores têm capacidade de agir", afirmou Marles. "Quando as regras cedem lugar ao poder, a soberania passa a ser domínio dos mais fortes, e nenhum Estado, independentemente de seu tamanho, sai ganhando com esse resultado."

*COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS

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