O governo Trump suspendeu temporariamente, na noite de quinta-feira, 12, as sanções às remessas de petróleo russo, em um esforço para acalmar os mercados e conter as consequências econômicas da guerra contra o Irã, que fez os preços do petróleo bruto dispararem.
Uma licença geral emitida pelo Departamento do Tesouro permite que a Rússia comece a vender cerca de 128 milhões de barris de petróleo que, segundo estimativas, já foram carregados em navios-tanque anteriormente sancionados pelos Estados Unidos. A licença expira após 30 dias.
Após a autorização, Moscou afirmou que os EUA estão, na verdade, "reconhecendo o óbvio": que o mercado global de energia não pode "permanecer estável" sem o petróleo russo.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a autorização é para "ampliar o alcance global da oferta existente". "O aumento temporário nos preços do petróleo é uma interrupção de curto prazo que resultará em um enorme benefício para nossa nação e economia a longo prazo", completou.
Conselho Europeu
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou como "muito preocupante" a decisão unilateral dos Estados Unidos de suspender as sanções às exportações de petróleo da Rússia.
Em postagem no X nesta sexta-feira (13), Costa afirmou que o alívio das restrições por Washington afeta a segurança europeia e aumenta os recursos russos para travar a guerra contra a Ucrânia.
"A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que (Moscou) aceite uma negociação séria em busca de uma paz justa e duradoura", escreveu.
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