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G7 reafirma cooperação para combater riscos econômicos da guerra e pede cautela nas finanças

Os ministros das Finanças do G7 reafirmaram seus compromissos com a cooperação multilateral no enfrentamento dos riscos para a economia global em meio a guerra do Oriente Médio. Em comunicado emitido em Paris nesta terça-feira, 19, os oficiais se comprometeram com uma abordagem comedida que não sobrecarregará as finanças públicas.

Os líderes pediram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e a necessidade de manter pressão sobre a Rússia em relação à guerra da Ucrânia. "Reconhecemos que a incerteza econômica global aumentou os riscos para o crescimento e para a inflação em meio ao conflito em andamento no Oriente Médio, particularmente através de pressões nas cadeias de suprimento de energia, alimentos e fertilizantes", diz a nota.

Assim, para mitigar esses impactos negativos, o G7 pediu uma resolução duradoura para o conflito, ponderando que as respostas políticas devem ser "temporárias, direcionadas e fiscalmente responsáveis" para proteger o crescimento, apoiar a segurança econômica e aumentar a resiliência.

Segundo o comunicado, os bancos centrais estão monitorando de perto o impacto das pressões do choque de energia e outras commodities nos preços, nas expectativas de inflação e na atividade econômica.

Os países ainda discutiram a diversificação do fornecimento de terras raras e minerais críticos, além do enfrentamento dos desequilíbrios econômicos globais. O grupo se mostrou preocupado com a capacidade de produção e processamento concentrada dos minerais, políticas e práticas não mercadológicas e restrições arbitrárias de exportação por terceiros países que interrompem as cadeias de suprimento.

Sediando as conversas, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse que os desequilíbrios estavam alimentando atritos comerciais e arriscavam um desenrolar turbulento nos mercados, segundo a Reuters. "Todos compartilhamos uma visão comum. Esses desequilíbrios não são sustentáveis", afirmou ele aos repórteres ao final da reunião.

Também à Reuters, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou que o governo Trump não está com pressa para estender uma trégua comercial com a China sobre tarifas e minerais críticos que termina em novembro. Ele acredita que a China aceitará a restauração das tarifas anteriores dos EUA por meio de novas taxas da Seção 301, desde que não sejam mais altas.

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