O Festival de Cinema de Veneza começou em 2 de setembro, no Lido, e vai até o dia 12. A 83ª edição abriu com "Ink", de Danny Boyle, que reconstrói a fundação do tabloide britânico The Sun por Rupert Murdoch — vivido por Guy Pearce — e pelo editor Larry Lamb, papel de Jack O'Connell. Claire Foy completa o elenco principal do filme, distribuído pela Netflix.
A noite de estreia também teve homenagem: George Clooney recebeu o Leão de Ouro de carreira, entregue pela atriz Laura Dern, com quem contracenou em "Jay Kelly". A premiação reconhece sua trajetória como ator, diretor e produtor, além do engajamento em causas sociais. No dia 7, a mesma honraria vai para a atriz Ellen Burstyn. A presidência do júri está com a atriz e cineasta Maggie Gyllenhaal, e a direção artística segue com Alberto Barbera.
A disputa pelo Leão de Ouro reúne cerca de vinte filmes, com nomes de peso como Werner Herzog, Hirokazu Kore-eda, Martin McDonagh, Nanni Moretti, Casey Affleck, Carlos Reygadas e Michel Franco. Há sangue brasileiro na competição: "Ritorno a Buenos Aires", coprodução ítalo-brasileira dirigida por Marco Bechis, foi rodado entre Porto Alegre e Turim e traz Adriano Giannini ao lado dos brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy.
Fora das telas, a edição carrega debates. Parte da cobertura aponta a presença de produções sobre a guerra em Gaza e critica a baixa representação feminina na mostra principal — segundo essas reportagens, haveria apenas uma diretora entre os concorrentes ao prêmio máximo, um dos menores índices dos últimos anos. O festival encerra em 12 de setembro com "Dio Ride", de Giovanni Veronesi, exibido fora de competição.
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