Uma nova onda de preocupação entre especialistas em saúde mental ganhou força neste domingo (18) após estudos e análises recentes apontarem que o excesso de tempo diante das telas pode estar acelerando casos de ansiedade, depressão e até sintomas de dependência digital em crianças, adolescentes e adultos.
Pesquisadores brasileiros e internacionais vêm chamando atenção para um fenômeno que muitos já começaram a apelidar de “fadiga digital extrema”. O problema não estaria ligado apenas ao tempo de uso do celular, mas também à forma como as pessoas consomem conteúdos em redes sociais, vídeos curtos e notificações constantes ao longo do dia.
Um dos dados que mais chamou atenção nos levantamentos recentes foi o aumento da chamada “nomofobia” — o medo de ficar longe do celular. O comportamento, antes mais associado aos jovens, agora também aparece com frequência entre idosos. Especialistas afirmam que a hiperconexão alterou hábitos de sono, concentração e até relações familiares.
Outro ponto que desperta preocupação é o impacto cerebral do uso excessivo das telas em crianças. Pesquisas indicam que o excesso pode afetar memória, criatividade, desenvolvimento da linguagem e capacidade de resolução de problemas. Em adolescentes, o consumo contínuo de redes sociais também vem sendo relacionado ao aumento de comparações sociais, baixa autoestima e desgaste emocional.
O alerta cresce justamente em um momento em que o Brasil segue entre os países com maior tempo médio diário de uso da internet no mundo. Médicos e psicólogos defendem agora uma espécie de “higiene digital”, com pausas programadas, limitação de notificações e mais atividades fora das telas como forma de frear os impactos silenciosos da hiperconectividade na saúde.
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