O dólar opera em alta frente ao real na manhã desta sexta-feira, 31, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. A valorização é mais contida, contudo, em meio a ajustes de fim de mês e à formação da Ptax.
Às 10 horas, o dólar à vista subia 0,18%, a R$ 5,0701. No mercado futuro, o contrato para setembro avançava 0,10%, a R$ 5,1065. Os mini contratos de dólar operam excepcionalmente em leilão contínuo devido a problemas operacionais na B3.
No exterior, o dólar recupera parte das perdas registradas na véspera após a decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de manter sua taxa básica de juros em 0,50% ao ano e elevar as projeções de inflação para os próximos anos.
O movimento ganha força com a alta dos rendimentos dos Treasuries, após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos acima do esperado.
Os contratos de petróleo também avançam, em meio às preocupações com a oferta após relatos de que o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) discute uma possível suspensão por prazo indeterminado das operações de petróleo e de navios-tanque.
Na agenda doméstica, investidores repercutem o resultado primário do setor público consolidado, que registrou déficit de R$ 55,313 bilhões em junho, mais intenso que a mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast.
Ontem, o dólar à vista fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,0611, mínima da sessão, acompanhando a perda de força da moeda americana no exterior após uma leitura mais branda do núcleo do PCE dos EUA e a repercussão de declarações consideradas mais dovish do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh.
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