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COP30/Toni: precisamos do setor privado para meta de US$ 1,3 tri em financiamento climático

O setor privado precisa acelerar os esforços para apoiar a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão anualmente para o financiamento climático em países em desenvolvimento até 2035, afirmou a CEO da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), Ana Toni.

"A implementação é uma responsabilidade compartilhada", disse ela, durante evento organizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no âmbito da London Climate Week.

Segundo Toni, os objetivos ainda seguem distantes do cumprimento. Nesta semana, um estudo do think tank Climate Policy Initiative (CPI) mostrou que o financiamento climático para economias emergentes e em desenvolvimento atingiu US$ 196 bilhões em 2023, conforme os dados mais atualizados. Desse total, 78% dos recursos vieram do setor público, não das empresas. "Isso é um desafio real. Para chegar a US$ 1,3 trilhão, precisamos do setor privado", argumentou Toni.

A CEO da COP30 garantiu que os países já incorporaram a questão climática em suas agendas econômicas, mas ainda enfrentam o custo de capital como a principal barreira para atingir as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), compromissos que cada país estabelece para ajudar no combate ao aquecimento global. No entendimento dela, as NDCs precisam ser transformadas em investimentos concretos.

"Para os países em desenvolvimento, isso já é algo compreendido, mas, sem o investimento vindo dos países que têm maior capacidade de investir em nossos países, não vamos conseguir cumprir as obrigações que nós mesmos estabelecemos", alertou.

*O repórter viajou a convite da Confederação Nacional das Seguradoras

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