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Consumidores com mais de 60 anos movimentam até R$ 2 trilhões por ano e redefinem estratégias do varejo brasileiro

O envelhecimento da população brasileira está transformando o mercado de consumo no país. Um estudo divulgado nesta terça-feira (29) aponta que os consumidores com 60 anos ou mais já movimentam entre R$ 1,8 trilhão e R$ 2 trilhões por ano, tornando-se um dos públicos mais estratégicos para o varejo nacional. O levantamento reúne dados de pesquisas realizadas entre 2017 e 2026 e mostra que a chamada "economia prateada" ganha cada vez mais relevância nas decisões de negócios de empresas dos mais diversos segmentos.


Segundo o estudo, o Brasil já possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, grupo que representa cerca de 15% da população. Além do crescimento demográfico, esse público demonstra elevado poder de compra, aumento consistente no tíquete médio e participação ativa nas decisões financeiras das famílias. Em muitos lares, os idosos continuam sendo os principais responsáveis pelo sustento da casa e também ajudam filhos e netos financeiramente.


A pesquisa também revela mudanças importantes no comportamento de consumo. Embora o Pix e o comércio eletrônico tenham conquistado espaço entre os consumidores mais velhos, a preferência pelas lojas físicas permanece predominante. Atendimento personalizado, confiança, relacionamento com vendedores e experiências de compra de qualidade continuam sendo fatores decisivos para esse público, muitas vezes superando a busca pelo menor preço.


Outro dado que chama atenção é o crescimento expressivo dos gastos médios nas principais datas comemorativas ao longo dos últimos anos. O estudo aponta aumentos que chegam a mais de 140% no tíquete médio em alguns períodos analisados, indicando que o consumidor sênior permanece economicamente ativo e disposto a consumir, especialmente em compras voltadas para familiares e presentes.


Especialistas avaliam que o cenário deve acelerar mudanças nas estratégias do varejo brasileiro. Empresas passam a investir em atendimento mais inclusivo, comunicação direcionada, acessibilidade nas lojas e experiências de compra voltadas às necessidades desse público, que tende a representar uma parcela cada vez maior do consumo nacional nas próximas décadas. A expectativa é que a participação da chamada economia prateada continue crescendo, impulsionada pelo envelhecimento da população e pelo aumento da renda desse segmento.

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