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Casas Bahia: prejuízo ajustado soma R$ 79 milhões no 4º trimestre, queda de 82,5% em um ano

A Casas Bahia reduziu o prejuízo no quarto trimestre de 2025, em meio à melhora operacional e avanço da receita. A companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 79 milhões no período, queda de 82,5% em relação a igual trimestre de 2024.

A receita líquida somou R$ 8,4 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 6,1% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 826 milhões no trimestre, alta de 29,1% frente a igual período do ano anterior.

No período, o volume bruto de mercadorias (GMV) da companhia atingiu R$ 13,1 bilhões, avanço de 8,7% na comparação anual, com destaque para o crescimento das vendas no comércio eletrônico.

O desempenho, segundo avaliação do presidente da companhia, Renato Franklin, refletiu a evolução das margens e a continuidade do processo de reestruturação financeira. A margem Ebitda ajustada atingiu 9,8% no trimestre, avanço de 1,8 ponto porcentual na comparação anual.

O CEO ainda destacou que a companhia também ganhou participação de mercado em categorias relevantes, mesmo em um cenário de consumo mais desafiador. "Em linha branca e televisão, por exemplo, chegamos a ganhar mais de três pontos porcentuais de participação", disse o executivo, em entrevista à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A companhia também gerou R$ 1,8 bilhão em fluxo de caixa livre no trimestre, impulsionada pela melhora operacional e pela sazonalidade mais forte do período.

No acumulado de 2025, a Casas Bahia registrou receita líquida de R$ 29,1 bilhões, alta de 7,3% em relação a 2024. O Ebitda ajustado totalizou R$ 2,5 bilhões no período, avanço de 29,7%.

Apesar da melhora operacional, o prejuízo líquido ajustado do ano somou R$ 1,5 bilhão, aumento de 47,2% frente ao resultado negativo registrado em 2024. Segundo o diretor financeiro da companhia, Elcio Ito, parte do resultado anual foi impactada por uma provisão contábil relacionada a imposto de renda diferido, sem efeito caixa.

"Foi um movimento conservador diante do cenário macroeconômico mais incerto. Não tem impacto de caixa e o crédito fiscal continua existindo para ser utilizado no futuro", afirmou.

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