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Brasil registra queda nos alertas de desmatamento da Amazônia em junho, aponta monitoramento por satélite

O Brasil voltou a registrar uma redução nos alertas de desmatamento da Amazônia Legal, segundo os dados mais recentes do sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. As informações referentes a junho de 2026 mostram continuidade da tendência de queda observada ao longo dos últimos meses, fortalecendo os indicadores positivos para a preservação do principal bioma do país.


O DETER é utilizado para monitoramento em tempo quase real da vegetação nativa e serve como ferramenta para orientar operações de fiscalização de órgãos ambientais. Embora não represente a taxa oficial anual de desmatamento, o sistema permite identificar rapidamente áreas sob pressão e direcionar ações de combate a crimes ambientais.


A redução dos alertas acompanha um cenário de melhora observado desde o início do calendário de monitoramento. Dados divulgados anteriormente pelo governo apontaram queda de 36% na área desmatada entre agosto de 2025 e março de 2026 em comparação com o mesmo período anterior, o menor índice para o intervalo nos últimos oito anos. Apesar disso, especialistas destacam que oscilações mensais continuam ocorrendo e exigem acompanhamento constante.


O governo federal atribui os resultados ao fortalecimento das operações de fiscalização, à retomada das políticas de combate ao desmatamento ilegal, à atuação integrada entre órgãos ambientais e forças de segurança e ao uso intensivo de monitoramento por satélite. O objetivo é reduzir a perda de vegetação nativa e cumprir as metas brasileiras de mitigação das mudanças climáticas.


Mesmo com o avanço na Amazônia, especialistas lembram que outros biomas brasileiros permanecem sob forte pressão. O Cerrado continua registrando elevados índices de supressão da vegetação, impulsionados principalmente pela expansão agropecuária, o que reforça a necessidade de ampliar as estratégias de conservação em diferentes regiões do país.


Organizações ambientais avaliam que a manutenção da tendência de queda dependerá da continuidade das ações de fiscalização, da destinação de recursos para os órgãos responsáveis e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à preservação das florestas. À medida que o Brasil se aproxima de sediar a COP30, os indicadores ambientais seguem sendo acompanhados de perto pela comunidade internacional como um dos principais parâmetros da política climática brasileira.

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