O ex-presidente Michel Temer foi autorizado a cumprir a prisão preventiva em São Paulo e está em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, que foi improvisada para recebê-lo. Trata-se de uma sala de reuniões que não tem banheiro. 

Ele fica preso na sede da Polícia Federal em São Paulo até que seja encontrada uma cela de estado maior, onde possa cumprir a pena. Um dos locais sugeridos pela defesa do ex-presidente é o QG da Polícia Militar. 

Michel Temer deixou sua casa, no alto de Pinheiros, bairro nobre da capital Paulista, pouco antes das 15h. Acompanhado por advogados, se dirigiu para a Polícia Federal.

Quem também se apresentou voluntariamente foi o Coronel Lima, amigo do ex-presidente, que também passa a cumprir a prisão preventiva em um presídio militar, também em São Paulo. 

A defesa do ex-presidente entrou com um novo pedido de habeas corpus, agora no STJ, o Superior Tribunal de Justiça, que vai ser julgado na próxima terça-feira, dia 14.

Para o advogado Eduardo Carnelós, o prazo para análise do pedido é longo, mas ele só vai recorrer ao Supremo depois de passadas todas as etapas. Ele voltou a criticar a sentença da juíza Carolina Figueiredo, da 7ª Vara de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente.

No começo da noite, o ex-presidente deixou o prédio da Polícia Federal para fazer exame de corpo de delito no IML. A saída também foi criticada pelo advogado, que chamou de despropositado o impedimento definido pelo Conselho Regional de Medicina que proíbe o exame de corpo de delito em estabelecimentos policiais.

Michel Temer e Coronel Lima são acusados de terem participado de um esquema de desvios de recursos públicos, que deveriam ter sido destinados às obras da usina Angra 3, no Rio de Janeiro.

Eles chegaram a ficar presos por cinco dias em março deste ano, deixaram a prisão por decisão liminar do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal, o TRF da 2ª Região, e tiveram o habeas corpus suspenso na última quarta-feira pela 1ª turma do próprio TRF.

Os desembargadores mantiveram o habeas corpus do ex-ministro de Temer Wellington Moreira Franco, além de outros investigados no caso.