Sexta-feira (6), o arquiteto George Miller visitou as instalações do Supremo Tribunal Federal. Ele integra a equipe de I.M. Pei, famoso e premiado arquiteto norte-americano de origem chinesa que, entre outras obras, assinou a Pirâmide do Louvre e a Galeria Nacional de arte de Washington. Miller é sócio do escritório nova-iorquino Pei Cobb Freed & Partners. “Era um sonho, desde pequeno, conhecer Brasília e os trabalhos de Niemeyer”, falou. 

O profissional, que trabalha em uma empresa conhecida por desenvolver soluções criativas de arquitetura, ressaltou a “genialidade” do arquiteto brasileiro responsável pelo projeto do Supremo. Outros trabalhos de Pei são o Bank of China Tower, em Hong Kong, o Palazzo Lombardia, em Milão, e o Museu de Arte Moderna de Luxemburgo, os dois últimos com projetos conduzidos por Miller.

George Miller conta que na primeira visita a Brasília, em junho deste ano, admirou o Supremo pelo lado de fora, principalmente as colunas do edifício-sede, mantendo a curiosidade de conhecê-lo por dentro. Recepcionado por servidores da Seção de Arquitetura do STF, Miller visitou em detalhes o interior, admirou a vista da Praça dos Três Poderes a partir do Salão Nobre e mostrou-se curioso sobre a história do Tribunal. “Não entedia muito bem como tinha sido feita a construção do prédio (sede), como tinham sido construídos os arcos”, falou, ao ver as fotos da construção do edifício na exposição “O STF e seu acervo fotográfico”, instalada no Espaço Cultural Ministro Menezes Direito.

Após transitar pelo Plenário, Miller foi conduzido para as colunas objeto de sua admiração. “Voltarei para Nova Iorque realizado”, falou. Além do edifício-sede, Miller conheceu outros projetos de Niemeyer em visita externa aos anexos. Chamaram-lhe a atenção, na parte externa do Anexo I, as persianas externas às janelas. “Genial, vou levar isso para projetos futuros”.

Ao ser perguntando sobre o que mais admirava em Brasília, ele respondeu: a Catedral. Apesar de já conhecer o projeto, ele disse ter se surpreendido com o interior da matriz. “Não esperava por aquilo, foi como se estivesse entrando no paraíso. Ela captura o espírito, tem uma aura diferente”, comentou. Miller já viu centenas de igrejas ao redor do mundo, mas destaca a Catedral de Brasília.

O arquiteto está na Capital para desenvolver seu primeiro projeto no Brasil. Trata-se do plano diretor de uma faculdade particular.

George Miller

O arquiteto é formado pela Pennsylvania State University e ingressou na empresa Pei Cobb Freed & Partners em 1975, tornando-se sócio-gerente em 1990. Foi reconhecido pelo Instituto de Arquitetos Americanos do Estado de Nova Iorque por contribuições notáveis para a profissão e recebeu o Prêmio da Medalha de Ouro James William Kideney. Na Pei Cobb Freed & Partner, é responsável pela administração geral, operações e gerenciamento de pessoal. Sob sua liderança, centenas de grandes projetos foram conduzidos, desde a concepção até a conclusão, como o Meyerson Symphony Center, em Dallas, e a sede do Banco da China, em Midtown Manhattan. Entre os muitos cargos de liderança na profissão, Miller atuou como presidente do capítulo de Nova York do American Institute of Architects (2003) e presidente nacional do instituto (2010).