A imprensa de Hong Kong informa hoje (4) que a chefe do Poder Executivo, Carrie Lam, anunciará que vai arquivar em definitivo o projeto de lei de extradição, que desencadeou uma onda de protestos no território.

Renúncia

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, que enfrenta um momento de crise no país, anunciou que não tem planos de renunciar ao cargo, após uma agência de notícias ter divulgado que ela iria sair, caso pudesse.

"Nunca cheguei a propor renúncia do cargo do governo central do povo. Não cheguei nem a considerar discutir a renúncia. A escolha de não deixar o cargo é minha decisão."

A declaração foi feita após entrevista semanal. Lam reconheceu que as atuais manifestações pró-democracia estavam causando caos na cidade e pediu diálogo para por fim aos conflitos.

Na segunda-feira (2) à noite, a Reuters divulgou a gravação de um áudio vazado em que Lam falava de maneira privada a um grupo de líderes de negócios. Ela parece ter se responsabilizado pela crise política, que teve início em junho, devido a um controverso projeto de lei de extradição.

Na gravação, Lam disse que se tivesse escolha, "o primeiro passo seria deixar o cargo, fazendo um profundo pedido de desculpas."

O áudio revela que Lam também teria dito que tem meios "muito limitados" para resolver a situação, já que está dividida entre servir ao povo de Hong Kong e ao governo chinês.