O empate sem gols do Botafogo contra a Chapecoense, na segunda-feira, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, atrapalhou os planos do técnico Eduardo Barroca. Na parada do calendário para a disputa da Copa América, entre os meses de junho e julho, o treinador traçou a meta de conquistar 15 pontos até o final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Até aqui, em sete rodadas, o time só ganhou oito e faltam apenas três jogos para faturar mais sete.

"Estabeleci que, no segundo ciclo (após a Copa América), a meta excelente seria igualar os 15 pontos do primeiro ciclo. Seria chegar a 30 pontos até o fim do primeiro turno. A gente hoje está com oito, faltam sete. A gente trabalha com os jogadores estar na zona próxima da Libertadores e distante do rebaixamento. Distância de pontos e de número de equipes entre o Botafogo e as zonas", disse Barroca em entrevista coletiva.

Com o empate em casa, o Botafogo chegou a 23 pontos e está na nona colocação. Tem quatro pontos a menos que o Atlético-MG, o último da zona de classificação à Copa Libertadores, em sexto lugar, e 10 a mais que a Chapecoense, que abre a degola na 17.ª posição.

Restam três partidas para o Botafogo antes do final do primeiro turno. A primeira delas é fora de casa, neste sábado, contra o Internacional, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 17.ª rodada. Os outros dois compromissos serão contra o Atlético-MG, no Rio de Janeiro, e o Ceará, em Fortaleza.

Diante do desempenho ruim contra os catarinenses, o treinador admitiu as limitações do elenco e falou em trabalhar no limite para fazer campeonato digno. "Desde que eu cheguei aqui, além do Erik, a gente perdeu Kieza, Ferrareis, Biro-Biro, Jonathan e, diante do cenário, precisamos ser realistas. Temos que buscar soluções dentro de casa pois estamos com dificuldade de trazer de fora. O clube passa por dificuldades e a gente está tentando fazer o campeonato da melhor forma. Não cabe aqui fazer nenhuma reclamação", afirmou.