As bolsas de Nova York encerraram a quarta-feira em alta, impulsionadas pelo setor de energia, em dia de fortalecimento dos contratos futuros de petróleo, e deixando em segundo plano as incertezas que pairam sobre os mercados internacionais.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,00%, aos 26.036,10 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,65%, para 2.887,94 pontos, e o Nasdaq, 0,38%, para 7.856,88 pontos.

Os índices acionários nova-iorquinos receberam impulso do setor de energia ao longo desta quarta-feira, marcada por avanços nas cotações de petróleo em meio à redução dos estoques da commodity em solo americano. O subíndice de energia do S&P 500 subiu 1,40%, com altas de 5,76% nos papéis da Chesapeake Energy e de 0,86% nos da Chevron.

O fortalecimento nas ações de energia inverteram a tendência de baixa nos mercados acionários de NY, verificada minutos após a abertura, refletindo as incertezas dos investidores.

Estão no radar o risco de uma recessão global, apontado pela inversão da curva de juros entre Treasuries de 2 e 10 anos; e as tensões no Reino Unido, já que o primeiro-ministro Boris Johnson conseguiu autorização para suspender as atividades do Parlamento, aumentando as chances de um Brexit sem acordo - para o Wells Fargo, a possibilidade de tal cenário subiu a 40%.

Colabora para o clima de incertezas a falta de novidade em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter dito que as negociações com o país asiático estarem "indo bem", sem, contudo, dar detalhes.

O setor financeiro também ajudou apoiar a alta das bolsas de NY ao longo do dia. Apesar da queda nos juros dos Treasuries, o que tende a pressionar ações de bancos, as instituições financeiras americanas encontraram espaço para avançar. O Morgan Stanley se fortaleceu em 1,48% e o Bank of America, em 1,44%.

No setor de tecnologia, não houve direção única: a Apple subiu 0,67% enquanto a Microsoft caiu 0,13%.