O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), avalia que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington poderá atrapalhar o andamento da reforma na Casa. A indicação ainda não foi oficializada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pai do deputado.

Enquanto isso, o Senado discute a reforma da Previdência, cujo calendário de tramitação prevê conclusão da votação no dia 10 de outubro.

"Desidratar, não sei, mas atrapalha, sim. Provavelmente, vai criar má vontade onde não existe", disse o relator ao sair de uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Jeressati pretende apresentar um relatório preliminar sobre a proposta nesta sexta-feira, 23. A ideia é avalizar o texto da Câmara e propor alterações, como a inclusão de Estados e municípios na reforma, por meio de um texto paralelo.

Para o tucano, a indicação de Eduardo é polêmica e pode contaminar a discussão sobre o sistema de aposentadorias no País. "Vai começar uma discussão aqui que pode radicalizar posições e, essas posições se radicalizando, pode contaminar a outra discussão."

Eduardo

Mais cedo, o deputado Eduardo Bolsonaro tentou afastar o impacto de sua indicação na reforma da Previdência. "Não. Não tem nada a ver", disse o deputado. "Os senadores vão fazer juízo se eu sou merecedor ou não e ponto final. Outra questão é tributária, reforma da Previdência, armas. Enfim, acho que não tem comunicação de uma coisa com a outra, não", declarou o deputado.