O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,08% em agosto, após ter avançado 0,09% em julho, informou nesta quinta-feira, 22, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio igual ao piso do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam alta desde 0,08% a 0,28%, com mediana positiva de 0,16%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 2,51% no ano. Nos 12 meses encerrados em agosto, o indicador ficou em 3,22%. O resultado também ficou no piso do intervalo das estimativas do mercado financeiro. As projeções iam de avanço de 3,22% a 3,43%, com mediana de 3,30%.

Transportes

Os custos dos transportes diminuíram 0,78% em agosto, após já terem recuado 0,44% em julho, segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

Como resultado, o grupo deu a maior contribuição negativa para a inflação deste mês, -0,14 ponto porcentual.

Os combustíveis ficaram 1,70% mais baratos. O preço da gasolina caiu 1,88%, item de maior impacto negativo sobre o IPCA-15, -0,08 ponto porcentual.

O etanol teve queda de 1,09% em agosto, o óleo diesel recuou 1,70%, e o gás veicular diminuiu 0,07%.

O segundo maior impacto negativo no IPCA-15 de agosto foi das passagens aéreas, que tiveram uma redução de preços de 15,57%, após avanços acentuados em junho (18,98%) e julho (18,10%). As tarifas aéreas contribuíram com -0,07 ponto porcentual na inflação do mês.

Por outro lado, houve pressão do ônibus interestadual (1,92%) e do ônibus intermunicipal (0,06%).