A alta moderada das bolsas internacionais e a valorização do petróleo permitem valorização do Ibovespa após o recuo de 1,21%, na sexta-feira, 19, quando encerrou aos 103.451,93 pontos. Às 10h36 desta segunda-feira, 22, subia 0,69%, na máxima, aos 104.163,37 pontos, com destaque para elevação de Petrobras PN, de quase 1,00%.

A perspectiva de avanço nas negociações entre China e Estados Unidos e a expectativa de queda no juro norte-americano na semana que vem dão um tom positivo aos mercados acionários do exterior.

Entretanto, a queda de quase 3% do minério de ferro em Qindao, na China, nesta segunda-feira, informações da Vale sobre produção da commodity e falas do presidente Jair Bolsonaro consideradas inapropriadas podem atrapalhar os ganhos, conforme operadores. Nesta segunda-feira, a mineradora informou que a produção de minério caiu 12,1% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, houve declínio de 33,8%.

Enquanto espera o anúncio das medidas de estímulo à economia, com apresentação de detalhes da liberação das contas do FGTS prevista para Quarta-feira (24), Bolsonaro continua chamando a atenção. No fim de semana, o presidente disse que poderá rever, no futuro, o porcentual de 40% da multa do FGTS paga ao empregado demitido sem justa causa, mas que não pretende extingui-la. Também afirmou que haverá um "novo corte" no Orçamento de R$ 2,5 bilhões.

"O exterior pode dar espaço para elevação, mas sem grandes movimentos", avalia um operador de renda variável. "Os investidores estão esperando a próxima etapa da reforma da Previdência no Senado, aguardando outras medidas de estímulo e a reforma tributária, além do pacto federativo e novidades da privatização", cita a fonte.

Em meio ao debate de ajuste nas contas públicas e de uma economia enfraquecida, o presidente Bolsonaro afirmou que o governo pretende bloquear R$ 2,5 bilhões do Orçamento deste ano. Nesta segunda está prevista a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas. Bolsonaro também indicou que esse ajuste das despesas será concentrado em um único ministério. A medida, observa a MCM Consultores em nota, se faz necessária pela frustração das receitas em função do baixo crescimento.